Sinopse:
DAMIÃO fugiu do seminário às onze horas da manhã de uma sexta-feira de agosto. Não
sei bem o ano, foi antes de 1850. Passados alguns minutos parou vexado; não contava com
o efeito que produzia nos olhos da outra gente aquele seminarista que ia espantado,
medroso, fugitivo. Desconhecia as ruas, andava e desandava, finalmente parou. Para onde
iria? Para casa, não, lá estava o pai que o devolveria ao seminário, depois de um bom
castigo. Não assentara no ponto de refúgio, porque a saída estava determinada para mais
tarde; uma circunstância fortuita a apressou. Para onde iria? Lembrou-se do padrinho, João
Carneiro, mas o padrinho era um moleirão sem vontade, que por si só não faria cousa útil. [...]