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Márcio Moraes
no leito solidário de uma floresta altiva descansem por favor a minha poesia
Textos
Abutre

No alto, no topo de um poste, talvez exausto,
Talvez muito forte, um abutre espera a morte,
O fim de um animal, banquete em holocausto,
Ser irracional, pássaro brando de sorte.
Fado tristonho do companheiro de espécie,
E então a Deus suplicava aguda a sua prece:
"Por que para nós, carniceiros, há a chacina?"
"Homens que nos apedrejam de baixo a cima!"
Morto, no chão, um animal pacífico, dócil,
Urubus todos em volta, união de negócios.
"Vale a pena esperar o bicho homem morrer?"
Se fosse uma ave má que quisesse ofender,
Comeria muitas pessoas vivas,
Pois algumas são verdadeiras carniças.

In: Genuíno, 2007, p. 42.
Márcio Adriano Moraes
Enviado por Márcio Adriano Moraes em 21/01/2020
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